Densidade mineral óssea baixa associada com maior risco de Doença de Alzheimer
Os pacientes que têm osteoporose ou densidade mineral óssea baixa, podem apresentar maior risco de desenvolver Doença de Alzheimer, segundo um trabalho publicado em Dezembro de 2010 no Journal of Alzheimer’s Disease
O estudo, que foi conduzido por Zhou Rui e colegas da Terceira Universidade Médica Militar em ChongQing na China, mostrou que homens e mulheres que apresentavam densidade mineral óssea baixa no começo do estudo e continuavam com um um índice de perda óssea aumentado, tinham maior risco de Doença de Alzheimer.
Neste estudo prospectivo, os autores acompanharam 2.019 residentes daquela comunidade, com idade de 65 anos ou mais por um período de 5 anos. Durante este seguimento foram identificados 132 casos de Doença de Alzheimer.
Zhou e seus colaboradores verficaram que o nível basal de densidade mineral óssea, o rítmo de perda óssea, o consumo de fumo, ingesta de bebidas alcoólicas e níveis mais baixos de peltina estavam correlacionados com o risco aumentado de Doença de Alzheimer.
O elo perdido entre a baixa densidade mineral e o alto risco de Doença de Alzheimer poderia ser a vitamina D, que tem sido associada tanto com a osteoporose como com naquela doença.
Um trabalho publicado na revista Neurology, em julho de 2010, mostrou que as pessoas com deficiência de 25-hidroxivitamina D ou 25(OH)D, apresentavam uma probabilidade 2,3 vezes maior de vir a ter Doença de Alzheimer, do que as pessoas com níveis normais daquela substância.
A Doença de Alzheimer afeta cerca de cinco milhões de americanos, de acordo com os orgãos de saúde dos Estados Unidos. Até o momento não existe cura para a doença.
Existe alguma evidência que a dieta do Mediterrâneo, uma dieta rica em frutas, vegetais e vitamina E, possa ajudar a diminuir o risco desta doença.

