A ingesta diária de sal deveria ser limitada a 1.500 mg por dia, segundo a Associação Americana de Cardiologia.
A meta para 2020 desta associação é de melhorar a saúde cardiovascular de todos os americanos em 20% e ao mesmo tempo diminuir as mortes provocadas por doença cardiovascular e AVC (derrame cerebral) no mesmo percentual, segundo declaração publicada na revista médica Circulation.
Dois componentes chaves na melhora da saúde cardiovascular são a diminuição da pressão arterial da população abaixo de 120/80 e a redução da ingesta de cloreto de sódio abaixo de 1.500 mg por dia.
As evidências que mostram a relação da ingesta de sal com a pressão sanguínea, doença cardiovascular e derrame cerebral são impressionantes.
Vários trabalhos científicos mostraram que ao se diminuir a ingesta de sal para1.800 mg por dia, havia uma diminuição de 5 mm Hg na pressão sistólica e de 2,7 mm Hg na pressão diastólica.
Estes mesmos trabalhos também compararam os benefícios e resultados de diferentes projetos de redução da ingesta de sódio. Notadamente, a redução do consumo de sal previne o aumento da pressão sanguínea que surge com o envelhecimento e que afeta 90% dos adultos idosos.
Além de aumentar a pressão arterial o sal tem outos efeitos perniciosos como: hipertrofia ventricular esquerda, injúria renal e interferência com o sistema renina-angiotensina-aldosterona.
O excesso de sódio também acarreta anormalidades para o metabolismo mineral, fibrose em vários orgãos, disfunção endotelial e arterial. Entre os efeitos benéficos desta campanha de redução de ingesta de sal teríamos:
Redução do número de eventos cardíacos (menos 120.000 casos por ano)
Menos 66.000 derrames cerebrais
Menos 100.000 ataques cardíacos
Menos 92.000 mortes
Estes achados apresentam importantes implicações clínicas, haja vista que o endurecimento das grandes artérias, independente da pressão sanguínea, é um fator de risco independente para as doenças e eventos cardiovasculares, enquanto que a disfunção endotelial está associada com o aumento dos eventos e mortalidade cardiovasculares.
Recomendações anteriores sugeriam que a ingesta de sal deveria estar abaixo de 2.300 mg por dia para americanos adultos, mas os indivíduos em risco, aqueles com hipertensão, indivíduos de cor negra e idosos, deveriam baixar a sua ingesta para 1.500 mg/dia.
Atualmente este deveria ser o objetivo para todos os indivíduos, especialmente porque aqueles grupos citados constituem 70% da população.
Os autores também ressaltaram que ao se diminuir a ingesta de sódio, haverá como contrapartida uma economia para os o sistema de saúde de 24 bilhões de dolares a cada ano.
Contudo, existem vários obstáculos para uma redução de ingesta de sódio deste porte, sendo o mais importante o fato de que não è muito fácil de se determinar o conteudo de sal em grande parte dos alimentos.
Contudo, é patente que os alimentos industrializados são os principais contibuidores de sódio na alimentação, pois eles constituem cerca de um terço da dieta dos americanos.
Os indivíduos podem ser encorajados a consumir alimentos com pouco sal, mas o conteudo total dos alimentos deveria ser reduzido através de medida regulamentar.
Uma ação generalizada, com a participação de indivíduos, governo, orgãos de classe e indústria, deve ser iniciada.
Clicar no link abaixo para ler ou baixar o artigo na íntegra:
http://circ.ahajournals.org/cgi/reprint/CIR.0b013e31820d0793v1.pdf
Referência bibliográfica:
Appel L, et al "The importance of population-wide sodium reduction as a means to prevent cardiovascular disease and stroke: A call to action from the American Heart Association" Circulation 2011, January 13

